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sábado, 31 de dezembro de 2011

-

I fake a joke.Smile.
Self-mocking game of destroying myself.
I fake the confortable situation,swallowing the unsaid.
Polite and justice is needed.

Is not it?

Is

not

it?

The glass is empty and it was unsufficient.
Self-control. Self-Cointreau.

The cups are full of tea and I am waiting the rabbit that warn us all
That it is too late

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

666

al

666


Quando riuscire

A scrivere la poesia nell'italiano schifoso che você merece

Seco dos soluços, frio das esperanças instantâneas

Fast food

Que continuaram a ser a promessa

Que continuou

E

que

está ferma

nel mezzo del cammin di nostra vita

Proprio all''inizio


Neste momento

Eu te gritarei, urlando, o meu objetivo de clichês

Plano de virginiana

Pensado até a última ferpa presa sob a pele - Seis

Até a última retina descolada - Seis

Até a alergia -Seis

Até

Até o até amanhã, quero sair


Instinto.

A viagem está marcada num calendário

Em que as horas duas dias

E os dias duram meses

E os meses são de neve e ninguém quer

Voglio uscire.


Paranoid

Sete palmos abaixo eu sou a oração à sua solidão.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Canned Feelings


The lack is mine.
You are only
a possible remedy

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Luto do quintanista franciscano



Sobre a São Francisco, sempre ouvira:
“É onde mora a amizade”!
Mas na última peruada,
A lascívia não tão acumulada,
Buscava mais austeridade.

Afinal, que lembranças!
Quatro anos de descaminho.
Tipicidade, antijuridicidade,
Culpabilidade (!!).
Elemento subjetivo do tipo,
Nem se fala.

Nem se fale, já que
Peruada não se menciona.
E se não lembrar,
É porque não aconteceu.

Nesse último dia de perdição,
Eis que a calourinha,
Aquela da redação da descatracalização,
Não roubou só um selinho,
Arrebatou o coração.

De amizade de bandejão
A sofrimento de fim de verão.
Ele diz tchau e ela fica,
Para recepcionar no Fica do ano que vem.
Ah, que ciúmes me nele vem!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Maria Fuzil


(O moço)

Bom dia, Maria

Que eu vim te buscar.

O dia é longo e claro

Conheceremos-nos ao fim, ao luar!


(A moça)

Bom dia, João, que a

noite anterior mal dormi!

Ansiosa estava por vê-lo aqui!

Na porta de casa, engomado,

Esperando-me surgir!


(O moço)

Vamos tomar sorvete, assistir estréia,

Dar beijo só no escuro da platéia!

Comer pipoca num pacote só,

Enlaçar os braços feito nó!


(A moça)

Coisa antiquada, que engraçada!

Para que tanto empenho?

Aos seus desejos, basta, me atenho!

Vamos a sua morada,

Deitar sob a sacada!


O casal seguiu o caminho,

João suando frio. Queria um cafuné,

mas a menina só queria saber do cabaré.


Era santa semi-virgem do Século Vinte Um,

Depilação brasileira e esmalte incomum,

Crina aos ventos da janela do carro,

Lascívia saciada tal qual fumaça de cigarro.


João subiu, mas o vôo foi rasante,

Logo caiu!

Não queria mais uma coadjuvante,

Queria era amar!


Maria só não entendia

Como é que, sendo tão fácil e bonita,

Não conseguia agradar.

O que os homens queriam, afinal,

A complicação inerente àquele ser angelical?


No dia seguinte, o telefone

João não atendeu.

Ele fora atrás de mulher infantil,

Mimada e imbecil,

Que nele só sabia mandar,

A retribuir com o enrolar.


E João chorou da perda do amor,

Quando tal moça, de súbito, o largou.

Estava criada nova Maria fuzil

De outro João deste Brasil.


sábado, 12 de junho de 2010

O Suicídio



O Suicídio


Despi a máquina.

Retirei as amarras:

Cabeças de parafusos e veias de cobre.


Atrás do que? Atrás do HD.


O momento estampado em pixel

Não passa de engenharia

E a minha memória perdida

é componente de informática.


Ah, os meus dezesseis!

Foram-se em pedaços

Literalmente...

Frágeis...


Cacos.

Impressiona-me

A materialização de sua destruição,

Quando eram,

Em existência, virtuais.


Aqui jaz Baltasar,

Fiel computador de mesa.

- Quantas vezes já não jantamos juntos?


Sua morte leva um pedaço de mim.

Pois esqueci.

E as memórias...

Eram peças da Santa Efigênia.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

d'Ela


Ela
que é parte de mim
que é o ciclo da vida
que é a noite sem fim.
Que é a insônia acordada.
que é o costume em viver
que é o relento na estrada
que é o frio da cama a esvanecer.
que é a filha, mulher e minha mãe

E mãe, meu caro, mãe não tem rima.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Trajeto passivo

Meus pés estão numa rua,
Alinhados às diversas de oportunidades,
Essas, milhares de sussurros uníssonos
Soando em meu ouvido,
Equilibradas, todas,
Pela minha ambição de tudo.

E a balança não pende,
E escolhas não são feitas.
A existência, porém, leva-me,
Já o tempo carcomido, embrulha o vazio
Com um papel-de-presente chamado esperança.

Atravesso a rua, cumprimentando cada possibilidade...
Probabilidades infinitas, essa minha vida,
Mega-Sena sorteada,
Como eleição unânime dos Deuses.

Sou simpática a todas elas,
Acaricio o seu potencial,
Massageio seu ego,
“Vir-a-ser”, “futuro”, etc, etc.
Ser política com as próprias decisões!

Em meio ao grande mundo,
Amanhã metafísico,
Não me posiciono por,
Puramente, medo.

Tremo – calafrio –
Ao pensar que cada opção,
Concomitantemente, será uma perda,
Uma, não.
Todas as outras.

No final da realidade,
Contemplarei a areia sob esses pés,
Pois a rua extinguiu-se, virou praia,
E a praia dá para um mar eterno de afogamento eterno.

Areia fofa, porque nada construí, pendi.
O cimento é para os fortes.
Areia morna, porque o sol brilhou
E eu não vi as portas se fecharem, no escuro.

Agora não há meios.
Os olhos se enclausuraram em água salgada.


Opiniões críticas são importantes para mim, principalmente quando se trata de poesia! Dê a sua, se tiver!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

De volta a caverna

O tempo em que lia, absorta e com atenção,
As palavras metafísicas do velho Sócrates
Diluiu-se, exauriu-se numa bruma,
Que jamais encontrará tal coesão.

É que adoeci lá fora.
O ermo, a vastidão inútil
Além da fachada cavernosa foram cancros
Que deixaram na alma sulco nada sutil.

Nunca mais suportarei igual solidão!
A rútila luz das estrelas conheceu
A minha loucura, a minha atroz vertigem,
Momento no qual me perdi tal flâmula em tufão.

Não mais busco a caduca sapiência;
Passei a ser lascivamente pervertida,
A entregar-me a doença fervorosa do amor.
Tornei-me sádica perante a vida em decadência,
Minhas gargalhadas fizeram dela uma comédia.

Adeus, pétrea razão! Adeus, acre solidão!
Apraz-me adentrar a alcova
E, após beber do vinho ambrosia,
Participar, com os homens presos em grilhão,
Da mais ensurdecedora e fremente orgia!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Direcionado


Scusi, ma... (15/11/07)

Abstenho-me de estrangeirismos
Com freqüência infeliz.
Sentiria deleite ao rimar Yoshi com Gauche,
E ser compreendida.

Mas afinal, a faca que existe
É nada se não cortar.

A poesia é meio, lâmina.
O dicionário, cabo de madeira.
Já o leitor, o seu entendimento,
E o fim, carne, sangue, tudo.





Pretensão escrever sobre o ato de escrever na primeira poesia publicada aqui, não? Pois é.